Industry 4.0

O mundo está turbulento, nada absolutamente novo, na verdade o de sempre: religiões questionando quem detém a verdade sobre Deus e ditadores considerando usar todo o desespero de quem se vê no fundo do poço (da pirâmide social) para tomar o poder. Movimentos que fazem parte de nossa história.

Alguns já ouviram falar da Pangea, quando os continentes se afastaram criando montanhas, vales, e continentes. A humanidade esta enfrentando uma nova Pangea, agora o que está se afastando são grupos de pessoas de outros grupos de pessoas. Aparecem então entidades que agregam essa confusão na qual nos encontramos, procurando justificar e valorizar a necessidade de se guerrear para obter seu lugar no mundo.

Países criados no tripé da igualdade, solidariedade e liberdade, voltam-se contra esses mesmos valores. Crenças de superioridade de uma determinada cor de pele, de direitos que não devem ser compartilhado, de posse sobre algo que é muito mais antigo do que qualquer um de nós, tomou nos de surpresa (mesmo que todos os sinais estivessem por aí) e agora, muitos de nós estão questionando sobre o futuro.

Uma nova guerra mundial estará em nosso futuro? Perseguição religiosa e social voltará a ser manchete em todo globo? Onde se encontra nosso salvador? Ele não existe. O salvador de mundos não virá. Somos nós como grupo que devemos consertar todas as distorções que geraram essa confusão no tempo e espaço. Uma volta a tempos onde chamar um grupo de seres humanos (de outra cor de pele ou nacionalidade) de animais era aceitável. Onde declarar-se racista era prova de ignorância e extremistas eram sempre vistos como pessoas despreparadas para o mundo moderno.

Abrimos brechas tão profundas entre ricos e pobres, que aqueles no topo da pirâmide social passaram a culpar os da base pelas desventuras que esses mesmos abandonados pela sociedade enfrentam. Governos, em desespero por satisfazer a fome por mais riqueza que o 1% do topo clama, envolveram-se em programas de austeridade. Resultado, o espaço entre ricos e pobres cresceu a ponto de pessoas em países de primeiro mundo começarem a morrer não apenas de doenças (cancer, coração) ou acidentes, mas de fome, falta de atendimento médico, de solidão.

Em alguns países, um tipo de ‘limpeza’ foi iniciado. Corte em benefícios, dificuldades em recebê-los e punições inumanas foram criando um ambiente onde a doença mental proliferou. Não apenas idosos, abandonados em suas casas sem luz, aquecimento, alimento sofrem. Sofrem os portadores de desabilidade, as crianças que não tem alimento nas férias porque o único lugar onde podem matar a fome é na escola. Jovens cometem suicídio quando encaram um futuro sem perspectiva. Outros pelo fracasso em testes e mais testes que passaram a ser prova de competência e sucesso.

Países que se dizem socialistas escondem a verdade de que apenas a classe superior se beneficia desse socialismo. Não ha necessidade de revoluções para se resolver os problemas sociais que enfrentamos, mas talvez elas precisem acontecer. A realidade da disparidade social precisa ser colocada na frente de todos que chamam o pobre de vagabundo, que proclama-se religiosos mas são incapazes de compreender e mudar sua sociedade.

A classe média, empobrecida no meio dos dois polos, tenta desesperadamente manter a cabeça no topo. Em países como o Brasil, o atraso tecnológico ainda proporciona opções de trabalho para essa mesma classe média (por enquanto), os pobres ainda são tratados como serviçais (quase escravos) e os ricos, donos de tudo, usam o medo da pobreza da classe média para controlar e subverter o estado social. Socialismo não parece em nada com o que vimos em países como Venezuela ou Cuba, nem mesmo o que branda aos quatro ventos líderes de partidos trabalhistas como Corbyn no Reino Unido. Socialismo como visão representa um estado comprometido com o bem estar de seu povo. Quer entender melhor, olhe para a ocorre na Dinamarca, onde o investimento está onde deveria estar: educação,. Saúde, suporte e fomento ao empreendorismo.

As indústrias em todo mundo sofrem revoluções continuamente, estamos entrando rapidamente na quarta revolução, onde robôs irão realmente tomar o lugar de trabalhadores sem muita capacidade de se moldar as novas necessidades do mundo. A agricultura esta sofrendo com a mudança climática que se não for enfrentada ocasionará a destruição de muitos ecossistemas responsáveis por produção de alimentos. Morte ocorrerá, desemprego será realidade e, enquanto pessoas acreditarem que a solução está nos extremos – direita ou esquerda – nada mudara, pois como as duas pontas de uma ferradura, extrema direita e extrema esquerda estão mais próximas do que se pensa.

Passou da hora de alguém com mais amor pela humanidade e menos por posição social e dinheiro tomar a frente da integração não apenas de mercados, mas de sociedades. O ideal de um governo mundial, centralizado responsável por criar o ambiente adequado para a sobrevivência e florescimento da humanidade está atrasado. Einstein acreditava ser essa a resposta. Acredito que ainda há tempo, mas tudo está por explodir em questões de segundos, não horas ou meses. Mudar mentalidades é um exercício de força e conhecimento, precisamos convencer o 1%, ou seja, 80 milhões de pessoas precisam colocar sue egocentrismo de lado e entender que o futuro não irá existir se assim continuarmos, independente de quanto dinheiro você possui.